23 de Julho de 2009

Private Joke




18 de Julho de 2009

O quê? O Wall Street Institute estava fechado?



Honra seja feito aos autores. Simplesmente genial. um dos despertares mais hilariantes desde há muito!
Ah Giuseppe Giuseppe...

17 de Julho de 2009

Nitidamente é preciso ser um Messias para perceber isto...

"Jesus diz que Benfica ainda "está a quilómetros" do que pretende"

8 de Julho de 2009

Coisa Pública

O Daniel Oliveira do Arrastão dizia há semanas acerca das eleições Europeias uma ideia que de tão óbvia e verdadeira, por demais vezes se alheia da mente portuguesa:




E isto começa desde as pequenas coisas. é tempo de nos apercebermos que se não falamos, agimos, se não nos voluntariamos, então sempre as coisas serão não como queriamos, não como deviam ser mas como alguém que falou ou se beneficiou ou não se incomodou decidiu. Participar não só não custa assim tanto como é o que dá sentido à nossa parca existência. Não participar, Não ajudar na condução do navio, faz que pouco mais que mobília passiva seja a descrição da nossa vida.

Em Lisboa, há coisa de 4 meses alguém da Câmara decidiu, para evitar a colocação de uma passadeira presumo, ou por que há 5 meses uma pessoa tinha sido atropelada mortalmente ali, bloquear com barreiras e gradeamentos um acesso pedonal a um passeio e túnel na Av. das Forças Armadas que permite passar por baixo de todos os viadutos e acessos da Av. dos Combatentes.
Diariamente, ou quase, faço pedonalmente essa avenida. Presenciei o drama desse atropelamento, vi o cadáver, vi o condutor em estado de choque e em pranto. Vi também que por força dessas medidas de protecção que não foram devidamente pensadas não só eu como vários pões eramos agora obrigados a saltar por cima de barreiras, gradeamentos, atravessar na diagonal uma via de acesso sem visibilidade para os automóveis por terem metido barreiras na distância mais curta perpendicular. Ou então vi como outros se aventuravam a seguir durante 50 metros uma avenida de 4 faixas de rodagem sem iluminação e com carros com velocidades bem superiores a 80 km/h.

Procurei o mail e contacto da Câmara. Enviei uma sugestão e reclamação. expliquei o que acontecia, o que deveria ser feito. Insisti.

Há 2 semanas recebi resposta, por mail e pelo site da Câmara:
desta vez a minha participação foi a reclamação activa e tomada de posição. Amanhã será provavelmente a minha colaboração numa candidatura à câmara como voluntário.

E que tal começarmos nós a construir Portugal em vez de reclamar no café como meninos mimados ou fugir para o estrangeiro porque lá é que se está bem?...
bastar escutarmos. basta falarmos. basta propormos. basta fazermos.

6 de Julho de 2009

Modernices


"Se há coisa que me anda a irritar profundamente é a chamada nouvelle cuisine e os restaurantes que a servem. Vemos um restaurante muito bonitinho, falado nas revistas e recomendado pelos melhores chefs, fazemos a reserva, vamos, sentámo-nos, tudo muito educado, menu muito lindinho, escolhemos o prato e depreendemos que vamos que comer muito bem. É que uma pessoa lê medalhão de X com molho de Y e imagina logo uma bela posta de carne suculenta, regada com um molhinho apetitoso e, apesar de não dizer na carta, acompanhado de um belo de um arroz, quem sabe uma batatinha, quando muito um esparregadozito. O prato não chega e vamos atacando as entradas, que para 4 pessoas são 3 pedacinhos de alguma pasta desconhecida e duas fatiazinhas de pão. Nada dos 8 rissóis, croquetes e bolinhos de bacalhau com que sonhamos o dia todo, nada de um cestinho cheio de vários tipos de pão, nada de manteiga. Mas pronto, o prato compensará. Chega o prato, assim como a desilusão. Um prato XXL com uma rodelinha de carne mirrada no meio, uns sarrabiscos artísticos de molho à volta e uma folha de um legume não identificado e não comestível pousada de lado. "Bom apetite", dizem, e eu pergunto-me se saberão verdadeiramente o significado de apetite, se saberão que o sufixo -ão dá ideia de grandeza, quando na verdade o que servem é uma mísera medalhinha. Enfim... a sobremesa compensará. Vem a carta das sobremesas e escolho um bolo de chocolate, tenho que me consolar de alguma forma. Ou melhor, bolo não, gâteau, porque neste tipo de restaurantes os bolos são gâteaus, os cremes são crémes e os gelados são sorvetes. Com a pequena diferença que o gâteau afinal não é um bolo, nem sequer uma fatia e sim uma migalhinha de chocolate, mais uma vez enfeitada com uns desenhos muito artísticos e muito inúteis, feitos num molho de menta. Vem a conta e desembolsa-se um pequeno tesouro para se sair dali apenas com uma décima parte do estômago satisfeita e acabar a noite na barraca de cachorros ou de pão com chouriço."

Não podia concordar mais....
via "beijo na boca"