23 de Novembro de 2007

Musiquita da Época

I have a dream

Às vezes o mau gosto até se safa bem



E convenhamos que ao fim de um martírio mediático de 6 meses a paga estava-se a fazer demorar.

22 de Novembro de 2007

Não há pior fanático que o recém-convertido

Só por curiosidade, alguém sabe como se consegue instalar o Mac OS X Leopard num Sony Vaio?

Tenho cá umas ideias…

21 de Novembro de 2007

Se não podes vencê-los...

Durante anos nunca achei que os Macintosh valessem o mais que se pagava por eles, a infoexclusão e incompatibilidades com o restante "parque informático", a limitação de liberdade de personalização e software disponível e, acima de tudo, irritava-me solenemente aquela aura de menino bonito dos Macs, acompanhados pela fé irritante dos "pertencentes à comunidade Mac"... Na mesma onda dos "pertencentes à comunidade Clio" ou os "pertencentes à comunidade Moulinex 1-2-3".

Entretanto, tive contacto com alguns portáteis PC ultimamente. Novos. De classe de preço comparável à dos Macs. Equipados com o novo e recente e bonitinho "i'm so in need of a service pack" Windows Vista...
Comecemos pelo inicio. Os cds de recuperação com o software deixaram de existir. Agora o software de recuperação vem numa área escondida do disco, ocupando uns simpáticos gigas do disco, não garantindo de todo que se houver algum problema se consiga aceder aos nossos documentos e se por acaso um vírus apenas ficar satisfeito com a formatação total do disco, não só o software de recuperação se vai como nem partições foram capazes de criar de modo a salvaguardar os dados.
Em compensação, simpaticamente, incluem um programa para fazermos nós os dvds de recuperação com o software pré instalado no disco. Portanto, vejamos, para um portátil de mais de +€1000 incluir 3 cds ou dvds de 75 cêntimos cada é um exagero para as luminárias da gestão destas empresas. O utilizador, que em 95% dos casos não é um expert da tecnologia é que se tem de preocupar em ler o manual, perceber que não existe cds e seguir a recomendação de fazer os cds ele próprio...

Note-se também que estes maravilhosos cds não permitem grandes opções. É recuperar o disco como veio de fábrica, com as opções que os senhores escolheram e do modo que os senhores escolheram. Se eu quiser apenas um cd de Windows mais um cd de drivers é demasiado complicado. Num caso, (Toshiba) apesar de o disco estar dividido em duas partições, ele apaga as duas à mesma, formata em FAT32 (uma pérola tecnológica dos anos 90 que não é usada desde o Windows 2000 e limita usabilidades de diversos softwares) e instala como estava. Como todo o software inútil que a empresa quer.
No caso da Sony, dá-se ao luxo de vir com Google desktop, Google picasa, Google toolbar, um qualquer centro de jogos flash online, versões de demonstração do Office e do Norton, uma dúzia ou mais de softwares diferentes da Sony, cada uma para sua funcionalidade e botão e ideia da senhora, cada uma instalando-se na memória quando o pc inicia. Mais alguns softwares de edição imagem digital. Tudo isto faz com que um novo portátil, com um processador Intel core 2 duo demore praticamente 3 ou 4 vezes mais tempo a arrancar e ficar operacional do que o meu "velhinho" Athlon xp 2000+.
O Vista é outra maravilhosa funcionalidade. O seu novo interface tão giro que eu sou, é lento (quando se digna reagir a um click, ou simplesmente ignora/semi bloqueando durante uns minutos), confuso, tem a maravilhosa capacidade de tornar tudo o que no XP era simples e linear uma odisseia.

Estive uma hora a tentar configurar o vista para tentar perceber que a minha ligação Net era através de um router ADSL que, apesar de estar sempre ligado, apenas faz a ligação quando recebe o pedido por algum dos pcs ligados. Como para o vista não posso definir a ligação através do router, só se for sem fio ou se for uma ligação com username e pass (presumo que o conceito de router por cabo seja demasiado arcaico para Redmond) ou por bluetooth, a solução final foi simplesmente ligar o meu pc antigo de modo a pedir ao router a ligação à Net e o vista finalmente conseguir perceber que afinal, aquele gateway que ele via na topografia de rede era realmente isso. Uma Gateway!... Podia estar ali apenas a servir panquecas, mas não, serve mesmo para aceder à ligação ADSL... Estas modernidades de que eles se lembram...


Por isso, quando amigos e familiares me pedirem conselhos sobre que portátil comprar, sem dúvida vou passar a recomendar os Mac. Tem Messenger, tem itTunes, tem o Office para aqueles que fingem mesmo que o vão usar, é rápido, não tem 59 programinhas diferentes que se instalam sozinhos e iniciam, sem perguntar nada a ninguém, estável e, acima de tudo, para os 95% de utilizadores que não se interessam pela informática a não ser como ferramenta de trabalho e contacto social é óptimo pela limitação de poderes que lhes impõe. Não estragam, usam permanentemente e não tem de ser formatado ao fim de um ano (6 meses para as mulheres) de smiles e winkies e "next next next".

A vantagem de não haver muito mais que alguns worms por ano e eventualmente um vírus para Mac também ajuda à velocidade, fiabilidade e integração de todo o software usado.

Concluindo, e para gáudio de um certo Carneiro, rendo-me aos Macs. A partir de hoje, portátil é Mac. E mesmo Desktops em casas mais abonadas também recomendo. De qualquer modo, se os putos quiserem jogar, o Mac já vem com programas de modo a instalar o XP, em dual-boot, todos os drivers de modo fácil e dois sistemas num só computador, que apesar de não ser importante, até é bastante engraçadinho. Não "vista engraçadinho" mas bonito mesmo...
Entretanto, na esperança de ganhar o Euromilhões já estava a ver os novos e elegantes iMacs para oferecer à mamã e ter lá em casa. No meio de tantos sonhos egoístas este era o mais generoso e quase altruísta.

17 de Novembro de 2007

Democracia e Liberdade

Por João Miranda, um artigo a ler sobre os limites da Liberdade e a sua relação com a Democracia ilimitada.

16 de Novembro de 2007

http://causa-nossa.blogspot.com

15 de Novembro de 2007

Elementar meu Caro Watson (III)

A priori é perfeitamente aceitável que Watson estivesse pelo menos parcialmente correcto ao referir diferenças intelectuais entre grupos. Mas e a posteriori?


"A estatística é a ciência que diz que se tiver a cabeça a arder e os pés enfiados num cubo de gelo, na média estou bem."
A inteligência humana, aceitando o QI como uma medição ou pelo menos um indicador do nível de inteligência, distribui-se Normalmente por um grupo, i.e., sobre uma curva gaussiana de média X e variação Sigma. A variação indica que um grupo pode ser muito concentrado sobre a média e extremamente homogéneo nas suas características ou com uma variação elevada e portanto com extrema variabilidade para ambos os lados do especto permitindo muito altos e muito baixos valores. 

Primeiro: Indicar que um grupo tem uma média mais baixa é totalmente irrelevante sem conhecer a sua variação. Um grupo de pessoas com o seu QI distribuído em torno de 100 +/- 15  não assegura que pegando em 10 pessoas essas serão todas mais inteligentes que 10 de um grupo com o seu QI distribuído em torno de 90 +/- 30.  

Segundo: Watson engana-se ao tratar indivíduos como forçosamente portadores das características do grupo a que supostamente pertencem. Um indivíduo não é nunca o espelho das características médias do grupo. 

Terceiro, e mais importante: A noção dos grupos étnicos originais tornou-se necessariamente um resquício da época pré-história. As migrações no pan-continente euro-asiático-africano, as invasões maciças dos impérios pós-idade do bronze, o comércio esclavagista e a colonização dos Descobrimentos e todos os últimos séculos faz com que hoje seja impossível encontrar um grupo de pessoas ainda totalmente homogéneas como grupo étnico. Talvez em lugares recônditos de África, do norte da Europa e Extremo Oriente com jeito ainda se arranje uns. Nos restantes locais, especialmente nos países desenvolvidos, a miscigenização é bastante alta e impossível de associar as características de um qualquer idílico grupo a um individuo.

No entanto,  Watson foca-se sobre um aspecto que tem de ser revisto. As políticas sociais foram feitas para todos e para todos de modo igual. Aqui sim o erro.  Os indivíduos são exactamente isso: Indivíduos, únicos e irrepetíveis. As suas capacidades intelectuais, e não só, não são iguais porque a Constituição assim o determina. Nem porque os movimentos "Progressistas" o exigem. 
Quando a Educação trata todos de modo igual, com programas, professores e exigências iguais prejudica objectivamente partes consideráveis da população. Elevando o nível para a exigência à altura dos mais capazes, exclui-se e desmotiva-se todos os alunos com capacidades inferiores, levando regra geral ao desinteresse, desmotivação e abandono de toda e qualquer educação. Ao baixar a fasquia, de modo a "democraticamente" incluir os alunos menos capazes, os alunos com maior QI não são "trabalhados" com o nível de exigência suficiente para alcançarem todo o seu potencial, desenvolverem capacidade de trabalho e desmotivando-os para estarem num estabelecimento onde não aprendem algo nem são desafiados. 

As políticas sociais, e especialmente a educação deveriam estar focadas para aceitar as diferenças intrínsecas do Ser Humano, sem tentar glorificá-las ou escamoteá-las varrendo-as para debaixo do tapete. As crianças deveriam ter o seu potencial avaliado, e sendo encaminhadas para níveis de exigência e formação adequadas às suas capacidades. Só assim se permite uma genuína educação que permita a cada um dar o seu melhor, mover-se socialmente, combater o abandono devido à desmotivação e desencanto, obter para a sociedade elementos motivados e com capacidade de trabalho.
Tentar fechar os olhos e assobiar para o lado nunca incomodou muito a Natureza nem melhorou de modo algum a nossa Sociedade.


Recomendo a leitura de alguns dos textos deste site além de uma visita ao fórum da sociedade Mensa, aqui nos links ao lado, onde se discute frequentemente assuntos sobre a natureza e influência da inteligência na sociedade e no indivíduo.

Elementar meu Caro Watson (II)

Verdade de La Palisse: O ser Humano é um ser biológico, com um suporte físico e não tem grandes semelhanças com um qualquer ser de luz que tenha descendido de uma linha de produção em massa no Éden.

Esta verdade, por muito óbvia que possa parecer nem sempre é realmente compreendida quando se fazem juízos sobre as nossas capacidades íntrinsecas, quer seja em relação a um grupo quer a um individuo. James Watson cometeu a suprema heresia de afirmar algo que, quer certo ou errado, toca a blasfémia indízivel de hoje: que não somos todos iguais. 

Comecemos por uma pequena definição de inteligência. Em termos simbólicos, a inteligência é a capacidade de aprender, comprender conceitos e situações novas e determinar a resposta do sistema envolvente e o nosso melhor curso de acção a qualquer situação. É no fundo a capacidade de processar variáveis simbólicas em ambientes complexos, relacioná-las com conceitos anteriormente apreendidos e entender o mecanismo / processo com que anteriormente nunca tinhamos tido contacto. 
Em termos fisiológicos / físicos está directamente relacionado com o nosso cérebro (a tal alma de luz aqui não têm muito a ver..) a capacidade de processamento dos circuitos neuronais e a eficiência física de tal processamento.
 As modernas teorias (e com mais sentido) fazem corresponder esta noção de inteligência a um factor geral de inteligência G, que representaria a capacidade física de processamento do cérebro. É por essa bitola que eu baseio o meu ponto de vista. 
Outras teorias (ver Gardner) assumem tudo como um qualquer tipo de inteligência, criando uma multitude de "inteligências". Assim, o que antes seria descrito como uma capacidade ou abilidade, (por exemplo capacidade de desenhar de um artista ou a destreza futebolística do Cristiano Ronaldo são agora descritos como "inteligência visual-espacial" ou "inteligência corporal-cinestética". Alguém disposto a considerar o Cristiano Ronaldo inteligente por favor dê um passo em frente...

Ora sendo uma caracteristica fisiológica, a inteligência está como tudo dependente da nossa constituição genética. Não exclusivamente mas substancialmente dependente do nosso código genético, que define o "potencial" a que podemos aspirar. O meio, quer através da estimulação mental quer através do fornecimento de nutrientes e conforto material, permite-nos atingir o potencial definido pelos genes. O cérebro é "elástico", como um músculo, mas certas caracteristicas como o isolamento eléctrico neuronal, o número de células e mesmo a organização interior em módulos e ligações não podem ser substancialmente alteradas.

A ninguém parecia lógica a afirmação de que temos todos a mesma altura ou cor dos olhos ou do cabelo ou mesmo capacidade muscular. A chave da sobrevivência e evolução da espécie foi exactamente a diversidade dada pela combinação do código genético dos progenitores de um modo aleatório e recombinante.
 No entanto exclui-se a capacidade intelectual deste dote genético. Aceitamos sem qualquer esforço a hereditariedade genética em tudo excepto no intelecto. Nisso é um dogma. O ADN define todos os principais blocos do nosso corpo excepto o cérebro. O processador é Intel, feito em série numa qualquer fábrica em Taiwan, igualzinho para todos os cidadãos da nossa gloriosa Républica fraternal, livre e igualitária. 

Quer aceitemos como verdadeira a origem única do Homem em África, algures no passado longínquo, ou a possibilidade do poligenismo, o facto é que por longos períodos de tempo não existiram grandes movimentos e miscigenações de populações, ajudando a criar grupos étnicos homogéneos com características genéticas semelhantes no seu núcleo geográfico. Portanto, quer por natureza da origem poligénica, quer por adaptação e especialização num quadro mais amplo de evolução, o Homem diferenciou-se em grupos étnicos diferentes, com caracteristicas genéticas homogéneas em termos gerais do grupo e diferentes de grupo para grupo e de clima/situação.
Mais uma vez, aceita-se sem qualquer reserva mental certas diferenças exteriores por natureza genética (cor, altura, formato da face e olhos) mas nega-se fervorosamente qualquer outra que afirme alguma substancial diferença interior ou de capacidades. O que me leva a presumir que a região do Corno d' Àfrica deve ter óptimas escolas e treinadores de longas distâncias para o seu substancial êxito desportivo nestas modalidades, comparadas com outras potências do mundo desenvolvido.

 Portanto chegamos à primeira conclusão deste artigo:
a priori, nada nos indica que James Watson não estivesse pelo menos parcialmente correcto quando afirma diferenças intelectuais entre específicos grupos étnicos.
Sabendo já da vontade "religiosa" de crucificar todos que ousem sequer dizer algo diferente do aceitável hoje em dia leia até ao fim, antes de me enviar para o Terreiro do Paço com o molho de barbecue a postos...

Elementar meu Caro Watson (I)

Depois da poeira assentar e de já se conseguir falar sobre o assunto sem um paraboloide granitíco vindo de algum tolerante anti-racista/ racista / escolher a sua visão dogmática e riscar o que não interessa, se encaminhar na nossa direcção, que tal falarmos sobre a temática lançada por James Watson?

Aviso já que, para o caso de não escrever tudo hoje, que este tema terá 3 posts, com esta introdução incluída. Por isso, pede-se à Santa Inquisição que me deixe chegar ao fim do racíocinio antes de me enviar para o degredo na melhor das hipoteses.

3 de Novembro de 2007

The L word

Eu gosto muito de ver a Letra L.

Tem óptimos argumentos.

e gajas giras
E grandes diálogos.
e mamas ao léu
E uma interessante visão da vida actual entre a minoria homossexual.
e gajas nuas a beijarem-se
E a visão hipócrita e repressiva da sociedade.
e gajas nuas a lamberem-se
E fala sobre a luta de um grupo de amigas.
e cenas de orgias de gajas todas nuas a comerem-se com strap-ons

É realmente uma grande série que fala mesmo sobre a alma da mulher e não se baseia apenas na clássica exploração televisiva da sexualidade feminina como é típico nesta cultura voyeristica falocêntrica homofóbica onde a mulher é encarada apenas como um objecto de satisfação do tirano homem.
Onde é que posso acender o meu soutien?

Veja lá se isso não o incomoda

Mário Lino vai dar "vista de olhos" ao estudo da CIP sobre o novo aeroporto de Lisboa