"Próximo Governo decidirá se alunos do ensino básico recebem o Magalhães
Ministério da Educação explicou hoje que caberá ao próximo Governo decidir se o computador Magalhães será entregue aos alunos que entraram este ano para o ensino básico.
“O que está decidido é que a decisão caberá ao novo Governo, seja ele qual for”, disse, em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Educação, sublinhando que é uma decisão que envolve a questão da despesa, mas recusando que o programa tenha sido “suspenso”. "
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1401946
Assim de repente não estou a ver nenhum programa de funcionamento normal num ministério que tenha sido "supenso mas não-suspenso" até às eleições. Podemos por exemplo assumir então que a compra routineira de unidades de sangue para transplantes tb vai ficar suspensa? Ou a compra excepcional das vacinas para a histeria, perdão, para a Gripe A tb vai ficar suspensa até dps de dia 27?
O normal não seria que um programa que tinha sido lançado por este governo, que passe ou deva passar a ser uma tarefa routineira da adminsitração geral e continuar normalmente? E que a ser cancelado não o deveria ser pelo próximo governo depois das eleições e não antes sob uma qualquer incógnita?
E já agora, e visto que sobre este programa, tirando os pormenores de como foi adjudicado, não houve nenhuma forte crítica dos outros partidos com assento parlamentar porque não foi tomada esta decisão também sobre o TGV , a 3º autoestrada e todas as demais "modernidades" sob as quais choveram críticas e ameaças de cancelamento pelos outros partidos,movimentos civis e especialistas e especialmente o outro partido de governo?
Esta acção configura uma chantagem política sobre os pais, nada mais nada menos. Alguém no PS acha os pais irão ponderar duplamente votar noutro partido sobre pena de o crianço ficar sem o seu Magalhães. E assim, na confusão e apropriação do Estado pelo Partido típica da esquerda socialista, todos os truques Chavescos são aceitáveis.
Caros Senhores. Acredito realmente que haja alguns pais em fraca situação económica e a quem o Magalhães seja a única maneira de permitir aos seus filhos uma informatização e "info-inclusão" potenciadora de proveitos futuros que pensem duplamente no seu voto. Mas quanto aos restantes cidadãos, que eu saiba, não negociamos com terroristas.